MUDANÇAS CLIMÁTICAS É TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ

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04/06/2021


Portal de mudanças climáticas do Estado do Rio de Janeiro Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=Lp2hPLfcPFY

A Superintendência de Mudanças do Clima da SEAS, participou do debate de prevenção às mudanças climáticas no território estadual, com a participação de diversos atores o debate propôs caminhos para o enfrentamento e implementação de políticas públicas no território estadual, com foco em ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

A Comissão do Cumpra-se da ALERJ, debateu as ações necessárias para prevenção, adaptação e mitigação as mudanças climáticas no estado do Rio de Janeiro.

Ailton Krenak reforça a necessidade da proteção dos povos e comunidades tradicionais, principalmente os residentes nas faixas litorâneas da Mata Atlântica. A proteção deve ser num plano local não só da biodiversidade da mata atlântica mais também da vida das pessoas.

Marcelo Rocha, representante do movimento Fridays for Future Brasil, necessidade de uma educação ambiental, climática para as pessoas terem acesso e entender os riscos e pensar um novo futuro.

A ex-ministra do meio ambiente Izabella Teixeira, representando o Centro Brasileiro de relações Internacionais (CEBRI) fez um panorama do contexto o arcabouço legal estadual e a expectativa numa visão global. Realinhamento dos países no enfrentamento as mudanças climáticas, determinará novos caminhos de governança climática e um diálogo com distintos atores. As decisões do futuro devem ser feitas hoje. Temos elementos no estado do Rio de Janeiro para gerar capacidade de novas economias e da participação da sociedade. Voltar a ter realinhamento com a contemporaneidade, com novas ideias e novos estilos de vida.

Segundo Prof. Emílio La Rovere, do Centro Clima / UFRJ, temos um dever de casa de rever as metas de redução previamente estabelecidas na Política Estadual de Mudanças do Clima no tocante as emissões de GEE. Observou que a meta de redução de emissões no tocante aos resíduos sólidos no estado do Rio de Janeiro foi atendida em 2/3 nos últimos 10 anos.

Já Prof. Ronaldo Seroa, da UERJ, a eficiência energética e a certificação de eficiência energética pode ser uma possibilidade para ser desenvolvido no território estadual gerando inovação e avanço tecnológicos, transferência de renda com uso sustentável da energia. Além, disso o estado do Rio de Janeiro tem a possibilidade de trabalhar com a proteção da biodiversidade com foco em pagamentos por resultados.

Vicente Loreiro, diz que é necessário resgatar e fortalecer o ordenamento do território em busca da sustentabilidade e inclusão. Ao definir estratégias com desenvolvimento mais harmônico e inclusivo da região metropolitana é fundamental que reconfigure ela espacialmente, com estratégias de polinucleação visando um desenvolvimento mais descentralizado.

O superintendente de mudanças do clima da SEAS, Telmo Borges, destacou a retomada do Fórum Estadual de mudanças climáticas bem como a aprovação do Projeto Rio Clima no FECAM na qual tem por objetivo de implementar todos os instrumentos previsto na Política Estadual de Mudanças do Clima, destacando o quarto inventário estadual de emissões de GEE, elaboração da estratégia estadual de adaptação às mudanças do clima; segundo ciclo do inventário florestal no território estadual, revisão do plano estadual de mudanças climáticas e das metas de redução das emissões no território estadual e estudos para consolidação de um mercado doméstico de carbono. Sendo destacado diversos estudos e ações em desenvolvimento no âmbito da superintendência de mudanças do clima da SEAS. Foi destacado também as ações de restauração florestal no âmbito do Programa Florestas do Amanhã e da necessidade de implantação de uma política de desenvolvimento florestal com foco em florestas energéticas. Enfatizou que a SEAS tem trabalhado arduamente para implementação da Política Estadual de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável.

O debate de alto nível seguiu com diversos técnicos de instituições de pesquisa e de organizações da sociedade civil com proposta e intervenções a serem encaminhadas para aprimoramento das ações de combate às mudanças do clima no território fluminense.


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